O pleito e a defesa de uma reforma política se ouve, se escreve e se lê, desde o fim da ditadura e a revogação dos regulamentos castristas que coartavam a vida político-eleitoral brasileira. É, ainda hoje, o mote de resistência de comentaristas midiáticos e de comentaristas cultos, de sociólogos e cientistas políticos – e, até, de dirigentes partidários –, à esquerda e à direita.
Por Roberto Amaral*, na Carta Capital
Agência Senado
Todos identificam o mesmo mal (a crise da legitimidade), todos concordam com sua causa (o regime eleitoral brasileiro) e todos se juntam na indicação da saída: a reforma política. E se assim é, por que não se faz essa ‘reforma'? Um, porque não há clareza quanto ao seu conteúdo. Se é unanimidade como tese, transforma-se em pomo de discórdia quando a discussão se objetiva em pontos concretos. Dois, não se fez a reforma principalmente porque não podem fazê-la os beneficiários dos vícios que ela deverá eliminar. É elementar.
Este, o primeiro e grave impasse.

