“O país era seguro, próspero. A gente podia andar na rua com joias sem medo [...] a educação era ótima. Depois, morrer com um tiro na cabeça era lucro”. Confira a seguir o depoimento assustador (e surpreendente) de uma brasileira que fugiu da guerra civil na Síria.
Por Mario Cajé, no Opera Mundi
Bairro destruído na cidade de Alepo, Síria
Depois de mais de quatro anos de guerra civil na Síria, o mundo parece, finalmente, ter despertado para a gravidade da situação dos refugiados. A imagem do menino Aylan Kurdi, de três anos, sem vida, em uma praia turca, se tornou símbolo de um povo que peregrina sem destino. A supervisora de vendas Luiza Silva(*), de 38 anos, não conhece o drama humanitário do país só por fotos ou vídeos. “Cheguei a pensar em tirar a minha vida e a dos meus filhos para acabar com o sofrimento”, confessa.

