Lendo uma matéria de Leonardo Sakamoto "Jornalista pensa que não é trabalhador" sobre as demissões recente de jornalistas recortei os trechos abaixo para a nossa reflexão.
Por Dedé Rodrigues.
"Quando vejo algumas coberturas jornalísticas mal feitas de protestos e greves fico pensando como pessoas que não conseguem se reconhecer como classe trabalhadora podem entender as reivindicações de trabalhadores. O fato é que não somos observadores externos e nem podemos ser. Somos parte desse tecido social, desempenhamos uma função, somos parte da engrenagem, gostemos ou não."
Reforçando este sentimento de pertencimento do jornalista a classe trabalhadora ele reproduz um poema
do dramaturgo alemão Bertold Brecht que tratava da indiferença:
“Primeiro levaram os comunistas,/Mas eu não me importei/Porque não era nada comigo./Em seguida levaram alguns operários,/Mas a mim não me afetou/Porque eu não sou operário./Depois prenderam os sindicalistas,/Mas eu não me incomodei/Porque nunca fui sindicalista./Logo a seguir chegou a vez/De alguns padres,/ Mas como nunca fui religioso,/também não liguei./Agora levaram a mim/E quando percebi,/Já era tarde.”
Nada como um dia atrás do outro para também os jornalistas demitidos da globo ou de outras empresas midiáticas tomarem consciência de "classe em si como classe para si" sentindo na pele o drama dos fatos e das matérias que escrevem: Assim ele finaliza:
" lembrando John Donne, poeta inglês, citado em “Por Quem os Sinos Dobram”, de Ernest Hemingway, ao defender que a morte de qualquer homem me diminui, pois sou parte da humanidade: nunca procure saber por quem os sinos dobram. Pois eles dobram por ti."
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