sábado, 15 de fevereiro de 2014

Aldo: todas as arenas serão entregues a tempo para a Copa


O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, mantém o tom otimista que é esperado do comandante da Copa de 2014. Ele disse nesta sexta-feira (14) que todas as obras previstas para a Copa do Mundo serão entregues a tempo. 

 

 


Mesmo com atrasos nas obras em alguns estádios, como foi o caso da Arena da Baixada em Curitiba, o ministro demonstra confiança na entrega. "O mais importante é que os trabalhos sejam concluídos com a qualidade esperada", afirma, em entrevista ao Brasil Post, concedida por e-mail e publicado na revista Exame.com.

Sobre o legado da Copa, Aldo diz. "Num país do tamanho do Brasil, com a tradição e o gosto que temos por todos os esportes – especialmente pelo futebol – o que menos podemos temer é um subaproveitamento do legado esportivo da Copa e da Olimpíada. Todos os espaços esportivos públicos construídos, ou reformados, para esses eventos serão abertos à população. Nos estádios privados, os clubes terão mais condições de receber jovens atletas iniciantes, fazer novas parcerias para ampliar o uso das instalações. E os jogos de futebol, as disputas de atletismo vão atrair público cada vez maior, já que oferecem mais conforto e segurança. Além disso, são espaços multiuso. Podem receber congressos, shows, terão salas de cinema, teatros, restaurantes, academias de ginástica."

Sem atrasos

Depois de fazer palestra para membros da Força Sindical, na capital paulista, Aldo falou com a imprensa sobre os prazos de entrega das arenas, principalmente da obra da Arena Corinthians, conhecida como Itaquerão. “Como já estava na fase de acabamento, com a intensificação da mão de obra, o trabalho foi acelerado. E vamos ter, sim, a arena para realizar os eventos-teste e a abertura da Copa do Mundo. Já há um atraso, e tanto o clube, quanto a Fifa e a empresa contratada para a obra têm consciência disso. Agora vão entregar a obra computando o atraso decorrente do acidente”, disse Aldo Rebelo.

Perguntado sobre a possibilidade de manifestações e protestos no período da Copa, o ministro respondeu que, para o governo federal, não há outra medida senão a expectativa da ação dentro da lei. “A Constituição prevê e protege manifestações pacíficas da população. As violentas, que ameaçam a vida, depredam bens públicos e privados são assuntos da polícia”, afirmou.

O ministro do Esporte lembrou que esteve em Manaus para visitar a Arena da Amazônia e disse que, além de ter notado a beleza estética da obra, constatou que o estádio está pronto, na fase de acabamento, com estrutura concluída, cobertura e cadeiras instaladas, gramado fechado. “Há ali obras de finalização da parte elétrica e hidráulica, mas o estádio pode ser entregue em alguns dias.”

Apesar de atrasos na obra da Arena Pantanal, em Cuiabá, que teve a entrega adiada para março, Aldo Rebelo garantiu que o estádio será entregue e que os jogos programados para o estádio serão disputados ali. “O governo e a empresa têm condições de entregar a Arena de Cuiabá, mas a obra está na fase final. Não há mais nada de estrutura que precise ser montado em Cuiabá. Não vejo risco de exclusão de nenhuma arena da Copa. Mesmo em Curitiba, onde o estado era mais crítico, eu vi nesta semana que já houve uma grande evolução”, concluiu.

Entrevista

O ministro do Esporte visitou os estúdios do Terra nesta sexta-feira (14) e conversou sobre diferentes temas que afligem o Brasil. Aldo Rebelo discutiu os problemas da Copa do Mundo, o racismo ocorrido contra o volante Tinga e a possibilidade de que a Arena da Baixada, estádio de Curitiba para o Mundial, seja cortada da competição. Para ele, não há chances de que isso aconteça. 

Confira a seguir as principais declarações de Aldo Rebelo:

Investimento público na Copa

Não houve desvio de nem um centavo de recursos de saúde, educação ou transporte para os estádios. Os estádios são estaduais ou particulares. O orçamento do ministério do Esporte não chega a 1% do ministério da Saúde ou da Educação. Não há um conflito entre o futebol e a saúde. O esporte e a saúde. A cultura e a saúde. Não vai fazer o teatro municipal porque tem que fazer hospital ou escola? O mundo inteiro tem hospitais, estádios, áreas de lazer. Tem gente que tem razões de reinvindicações, que diz 'ah, prefiro saúde a futebol. Prefiro um posto de saúde a uma quadra esportiva'. Não é essa a contradição. Os recursos da saúde são muito maiores. É muito pouco recurso que vai para o esporte. 'Ah, mas vocês ofereceram renúncia fiscal.' Aqui no estádio do Corinthians houve renúncia de R$ 70 milhões para matéria prima, mas demos 27 bilhões de renúncia para a indústria automobilística, e não estou dizendo que foi errado. Por que fazemos renúncia? Assim você garante emprego, dá competitividade à indústria.

Racismo no futebol

O futebol é uma prática social, mais do que um esporte, é uma plataforma, um cenário de grande repercussão. Se você faz um gesto contra o racismo, ele repercute. Se pessoas intolerantes se manifestam, isso repercute. Tivemos um jogador da Croácia banido da Copa por um gesto que pronunciou depois do jogo que classificou sua equipe para o Mundial. Temos nos estádios da Europa demonstrações de intolerância. São conflitos nacionais que extrapolam para as arquibancadas. O Brasil é miscigenado, a mistura de três troncos, europeu, africano e indígena. Temos muito orgulho disso. Mas aqui na América do Sul tivemos esse caso. O mais lamentável é que são índios que se mostram de forma preconceituosa contra um negro. A intolerância se mostra em qual quer circunstância. 

Com agências
Ministro Aldo Rebelo tem o desafio de ajudar o Brasil a organizar a Copa do Mundo. Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
Ministro Aldo Rebelo tem o desafio de ajudar o Brasil a organizar a Copa do Mundo. Foto: Ricardo Matsukawa / Terra

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