terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

O MEDO, A DESONRA E A GUERRA

Por José  Amaral de Brito 


A vitória de Eduardo Cunha é uma catástrofe institucional. Foi uma séria e profunda derrota do governo. O ministério foi montado da forma como se viu sob a justificativa de que o governo precisava enfrentar um Congresso hostil. Sob esse aspecto, o resultado foi aterrador e a justificativa mostrou-se equivocada, mais uma vez. Sem o Congresso, restam as ruas. Mas com uma política econômica que só prejudica os mais pobres sem que haja uma contrapartida sequer, como a taxação das grandes fortunas, não sei se as ruas vão querer papo. 


É impressionante como o medo tomou conta, há muito tempo, do governo e do PT. A aliança com o PMDB é feita e repetida com base no medo de perder a governabilidade. A troco de quê? Da chantagem permanente? Com essa aliança, o governo só colecionou derrotas no Congresso Nacional anterior. Esse de agora é muito pior e com uma Câmara dos Deputados presidida por Eduardo Cunha.

Esse medo, que impregna as decisões do governo, me lembra o medo de Chamberlain diante de Hitler e que mereceu de Churchill uma observação certeira, premonitória e, como sempre, cheia de ironia: "O governo tinha a escolha entre a guerra e a desonra: ele escolheu a desonra e terá a guerra." deWadih Damous ex-Presidente da OAB-RJ e 1º suplente para Dep Fed. PT RJ apoiado pelo nosso combativo Núcleo Largo do Machado PT-RJ

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