Por Dedé Rodrigues
O Projeto desenvolvido
por alunos do Grêmio Livre e do 2º Ensino Médio C da Escola Arnaldo
Alves Cavalcanti passou uma mensagem importante sobre a terra como ser
vivo: mostrou a forma como o modo de produção capitalista atual está matando a
terra e, por consequência os seres
vivos. Como o mercado produz os transgênicos e algumas consequências
dele para a saúde das pessoas. Mostrou como os agricultores, com apoio dos
governos, resistem no campo. Mostrou as consequências para o país se os agricultores
não tivessem apoio. Mostrou também algumas
ações do governo federal para manter o
homem no campo, a importância dos
alimentos produzidos sem agrotóxicos e sugeriu
o que as pessoas devem fazer ou continuar fazendo diante de todo este quadro.
Os alunos começaram mostrando aos visitantes que a terra é um ser vivo, ela se alimenta de restos de animais e de vegetais que
viram húmus, ou seja estrume. a terra produz e se reproduz constantemente, daí porque se deve evitar o uso de agrotóxicos nas plantações e
as queimadas que matam os micro organismos existentes nela. Mata a própria terra.
Em seguida eles mostraram como os capitalistas
estão matando a terra no século XXI.
• As
empresas capitalista jogam toneladas de npk (nitrogênio, fósforo e potássio);
• são
2 milhões de toneladas de veneno\ano. resultado: (220 mil pessoas morrem por
ano no mundo);
• menos
de 1% do veneno atinge o alvo. o resto contamina (o ar, a água e a terra).
Como o mercado cria os produtos transgênicos para lucrar?
• O
genes de uma célula da semente forte e
resistente a pragas é trocado por outro genes de outra semente fraca.
resultado: (uma nova semente forte);
Qual é o perigo segundo
alguns especialistas? Em função do lucro muda-se a essência da vida que pode
causar descontrole e dependência.
Quais são as consequências dos transgênicos hoje para a
saúde das pessoas?
• Segundo
a medicina: 2% dos adultos e 8% de crianças já apresentam alergia.
Como o governo e entidades ajudam os pequenos agricultores a
resistirem e continuar produzindo no campo?
• Distribuindo
sementes, aração de terra como o programa (terra pronta), proporcionando
conhecimentos técnicos, técnicas de irrigação, criando Escolas Técnicas, comprando
30% dos produtos orgânicos para a merenda escolar dos municípios, pagando o seguro safra quando tem seca, distribuindo
palma orelha de elefante, ja que a praga matou a antiga palma, proporcionando equipamentos para produção de
poupas de frutas construção de cisternas, construção de biodigestores,
dessalinizadores, cisternas de placas e calçadão, construção de estradas para
escoamento da produção etc. ETC.
O que aconteceria com os camponeses se o governo e entidades
não ajudassem aos pequenos agricultores?
• Haveria
mais fome, êxodo rural, como antes de
2002. Mais desemprego no campo e na
cidade, mais violência no campo e na cidade,
miséria etc. Etc.
Qual á a ação concreta do Governo Federal hoje?
O anúncio do Plano Safra 2016 que prever investimentos na
ordem de R$ 224,4 bilhões, sendo R$ 187,7 bilhões para a agropecuária
empresarial, R$ 28,9 bilhões para a agricultura familiar (Pronaf), e R$ 7,8
bilhões para o programa “Mais Alimentos”.
Diante deste quadro o que o povo brasileiro deve fazer ou
continuar fazendo?
• o
povo brasileiro precisa continuar se
organizando e produzindo de forma sustentável nas suas comunidades;
• precisa
cobrar mais apoio dos governos federal, estadual e municipal;
• precisa
continuar estabelecendo parcerias com outras entidades. (elaborando projetos), etc.
• precisa
comprar mais e consumir os produtos
orgânicos ( sem veneno);
• precisa
mudar os hábitos alimentares para o bem da própria saúde;
• o
povo brasileiro precisa defender e ampliar o modelo de desenvolvimento do país dos
últimos 13 anos que retirou 40 milhões de pessoas da miséria, reduziu as
desigualdades regionais, estimulou a agricultura familiar, tornou o Brasil mais
independente frente aos países ricos e imperialistas estrangeiros e ajudou a manter o homem e a mulher no campo para
o bem dele e do próprio país.
Fonte:
Rogo, Ademar, Identidade e Luta de Classes, Expressão Popular, São Paulo, 2000.
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