quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Modelo tucano de governar: Tiro, porrada e extermínio da educação


São Paulo, Paraná e Goiás, ganharam destaque recentemente pela truculência dos seus governadores. São cada vez mais crescentes as denúncias envolvendo o descaso com os professores, os apadrinhamentos à iniciativa privada e grande mídia, desvios de verbas e, na maioria das vezes, a truculência da Polícia Militar com os que não se calam diante do quadro caótico educacional. 

Por Laís Gouveia


Joaquim Eduardo
  
Dinheiro para educação não... 

No Paraná, são inúmeros os escândalos envolvendo a área da educação. Em abril do ano passado, professores em greve que lutavam contra a alteração na previdência dos servidores públicos, sofreram uma emboscada da polícia militar, quando tentavam se manifestar de forma pacífica, na Assembleia Legislativa do Paraná. O cenário do local, como mostra a imagem acima, era desolador. 200 civis se feriram durante o ato e as cenas de sangue e bombas repercutiram por todo o mundo. 

Para campanha sim...

Para piorar a situação do governador Beto Richa (PSDB-PR), que ficou conhecido
internacionalmente pelo tratamento “carinhoso” dado aos professores, uma séria denúncia veio à tona recentemente. A operação “Quadro Negro” que investiga supostos desvios de recursos públicos por meio de contratos com empresas para obras em escolas estaduais, sugere o envolvimento do tucano e outros membros da alta cúpula do governo do Paraná em desvios de verbas destinadas para a educação. O destino final dos quase R$ 20 milhões desviados, seria o fundo de campanha para a reeleição do governador, que atingiu com êxito o seu objetivo. 

Goiás: 13 menos de idade presos  

Em terra de tucano, lugar de estudante é atrás das grades. É com essa truculência que o governador do estado, Marconi Perrilo governa. 

Em meados de dezembro, centenas de alunos ocuparam seus colégios contra a implementação das chamadas “Organizações Sociais” (OS´s, que significa, na prática, a transferência de gestão das escolas públicas para a inciativa privada, promovendo a intensificação do desmonte da educação pública e de qualidade. 

O governo do estado conseguiu a reintegração de posse dos colégios ocupados e, na última terça-feira (16), ordenou que a polícia militar prendesse os estudantes que ocupavam a secretaria de Educação, que protestavam contra a OS´s.

Entre os 31 ocupados, estavam 13 menores de idade. Os 30 estudantes e professores universitários foram libertos na última quarta-feira (17), restando apenas o jovem “W” preso, que foi solto apenas nesta segunda-feira (23). O advogado de “w” alega que a permanência do estudante na prisão se evidência pelo fato de ser negro, pobre e de periferia. 

A grande mídia, como de praxe, tratou como algo corriqueiro o ocorrido e pouco noticiou a prisão arbitrária. O ministério Público de Goiás, estuda abrir uma ação civil pública contra o governo Marconi, no intuito de impedir que a gestão de 23 escolas estaduais seja transferida para as organizações sociais. 

Na calada da noite, reorganização é implementada 

Uma grande contradição está ocorrendo entre o que Geraldo Alckmin fala e faz. No fim de dezembro, o governador garantiu que não implementaria o plano de reorganização escolar, que pretendia fechar 93 escolas em todo o estado, após estudantes, contrários ao modelo privatista, ocuparem mais de 200 escolas em todo o estado e ganharem a opinião pública para a causa. 

Segundo informações da Apeoesp, o ano letivo de 2016 iniciou com 2.700 salas de aula em todo o estado, reflexo claro do modelo de reorganização sendo colocado em prática, mas de uma maneira “menos barulhenta”. O governo alega que as turmas que estão encerrando as atividades se encontram ociosas, em contrapartida, estudantes denunciam que as salas de aula estão cada dia mais lotadas. 

Além do problema do inchaço das turmas, outra questão que vêm deixando vários estudantes de barriga vazia. 

Alvo de investigação pela operação Alba Branca, o tucano Fernando Capez, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), e o seu chefe de gabinete, Luiz Roberto do Santos, também conhecido como “Moita”, são investigados por ligações com esquemas de fraudes em licitações de merenda, em conjunto com três cooperativas de agricultura familiar. De acordo com as denúncias, 152 municípios em São Paulo podem ter sido afetados com o esquema de corrupção.
Coincidência ou não, várias escolas da rede pública estadual estão sem merenda alguma.

Estudantes secundaristas promoveram uma blitz na Alesp nesta terça-feira (23), cobrando um posicionamento dos parlamentares sobre a máfia das merendas. 

Facilidades 

Outra característica que unifica os tucanos é a blindagem que o meio jurídico e a grande mídia dão ao PSDB. Não é à toa que Geraldo Alckmin, Marconi Perrilo e Beto Richa foram reeleitos em seus estados sem maiores problemas e todas investigações realizadas com tucanos se perdem no caminho, como exemplo o Aécio Neves e seu aeroporto familiar, além do seu envolvimento em esquemas de corrupção em Furnas.

Seja em tempos de capitanias hereditárias, República ou Estado Novo: A elite pensa que está acima do bem e do mal. 

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