quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

ALIADO DE MARINA DEFENDE APROXIMAÇÃO COM EDUARDO CAMPOS


Deputado federal Alfredo Sirkis (PV), com Marina Silva em 2010.
Um dos cordenadores da campanha presidencial de Marina Silva em 2010, o deputado federal Alfredo Sirkis (PV-RJ) defendeu nesta terça-feira (5) uma aproximação com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), também potencial candidato à Presidência no ano que vem.
Para Sirkis, o socialista é o mais "permeável às nossas ideias". Ele, porém, negou que haja uma articulação de chapa conjunta entre o governador e a ex-senadora.
"Quanto mais candidatos com a ideia de modernização do Estado melhor. Mas não vejo como seria possível uma chapa dos dois. Tanto a Marina ser vice depois de ter obtido 20% dos votos [válidos em 2010], como o Eduardo Campos ser vice", afirmou Sirkis.
Após discordar da decisão de Marina de sair do PV, o deputado agora anunciou que fará parte da criação de um novo partido sob a liderança dela.
Sirkis disse ainda que deve permanecer no PV até o registro do partido. Os fundadores da sigla deverão coletar as 500 mil assinaturas necessárias até outubro para que a candidatura de Marina seja possível em 2014
"Não estou estimulando ninguém do PV a me acompanhar individualmente muito menos liderando alguma dissidência. O PV continua a ser programaticamente o mais avançado dos partidos brasileiros, foi o único a votar, de forma unânime, em defesa do Código Florestal. Penso que futuramente poderemos nos reencontrar numa frente. Ela torna a convivência mais fácil que as disputas de poder dentro dos partidos. Uma frente política ecologista em torno da sustentabilidade, é fundamental com vistas a 2014", escreveu Sirkis, em texto publicado em seu blog.
O deputado fundou o PV e foi presidente nacional da sigla por oito anos. Após a saída de Marina, em 2011, ele entregou os cargos que tinha, mas decidiu permanecer no partido.
"Após a saída de Marina, permaneci o no PV e, dentro de certos limites de dignidade, procurei algum caminho de diálogo, inutilmente."
Jornal Folha de São Paulo (por Sandro Ferreira)

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