sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Inflação encerra 2014 dentro da meta e cala oposição pessimista


Nesta sexta-feira (9), dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontaram que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação, fechou o ano em 6,41%, dentro do teto da meta oficial. Os números devem ter contrariado a oposição que, ao longo de 2014, destilou veneno e usou colares para implacar a alta da inflação.


 
 

Estiagem foi o maior vilão

Durante entrevista à imprensa, a coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, informou que um dos principais fatores de elevação do IPCA foi a estiagem. “A seca prejudicou tanto o abastecimento de energia quanto as lavouras”, declarou. Ela ainda destacou que em dez anos, a alta acumulada dos alimentos é 99,73%, enquanto a inflação acumulada no período foi 69,34%.

Eulina Nunes indicou que, ao longo de 2014, o fator clima foi um dos grandes vilões da inflação oficial. A produtividade das lavouras caiu e, consequentemente, houve uma redução da oferta de alimentos no país e no mundo. Em 2014, por exemplo, os alimentos tiveram aumento de preços de 8,03%.

Dentre os produtos que foram influenciados, as carnes foram o item que mais pesou na inflação, com alta de preços de 22,21%. Com menos chuva, o pasto é prejudicado e isso aumenta o custo para alimentar o rebanho.

Outros itens com alta de preços acima da média, nos últimos dez anos, foram o aluguel residencial (100,49%) e o empregado doméstico (181,89%). 

Energia elétrica

Com a redução das chuvas o custo da energia elétrica também subiu. Com menor potencial hidráulico, foi necessário produzir eletricidade a partir de usinas termelétricas, que é mais cara do que a energia produzida a partir da força da água.

Rio de Janeiro

De acordo com o IBGE, a região metropolitana do Rio de Janeiro foi o local com maior alta de preços em 2014. Segundo o Instituto, a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 7,6% no ano, no Grande Rio.

Goiânia ficou em segundo lugar, no ranking de 13 regiões metropolitanas e cidades pesquisadas pelo IBGE, com uma taxa de 7,2%. Outras cidades com taxa acima da média nacional, de 6,41%, foram Campo Grande (6,77%), Porto Alegre (6,77%), Curitiba (6,66%) e Belém (6,59%).

A menor taxa de inflação foi observada em Salvador (5,76%). Os demais locais tiveram as seguintes taxas: Recife (6,32%), Brasília (6,29%), Vitória (6,17%), São Paulo (6,1%), Fortaleza (6,03%) e Belo Horizonte (5,83%).

Joanne Mota
Da Redação do Vermelho
Com informações das agências

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