terça-feira, 25 de junho de 2013

Dilma ouve reivindicações do MPL por tarifa zero e mais diálogo


“O que fica claro é a disposição do governo de abrir o diálogo, essa é a primeira de muitas conversas que teremos”, disse o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, em entrevista coletiva, após a reunião da presidenta Dilma Rousseff com representantes do Movimento Passe Livre (MPL), no início da tarde desta segunda-feira (24), no Palácio do Planalto.


Agência Brasil
Dilma ouve reivindicações do MPL por tarifa zero e mais diálogo  
 Para os representantes do MPL, “mais do que sentar à mesa e conversar, o que importa é atender às demandas claras".
Para os representantes do MPL, “mais do que sentar à mesa e conversar, o que importa é atender às demandas claras que já estão colocadas pelos movimentos sociais de todo o país”, reafirmando a disposição de se manter na luta contra todos os aumentos do transporte público e pela tarifa zero.

Eles também disseram que “esperamos que essa reunião marque uma mudança de postura do governo federal que se estenda às outras lutas sociais: aos povos indígenas, que têm sofrido diversos ataques por parte de latifundiários e do poder público; às comunidades atingidas por remoções; aos sem-teto; aos sem-terra e às mães que tiveram os filhos assassinados pela polícia nas periferias”.

O clima da reunião foi amistoso, contou o ministro, e o governo deixou claro a disposição de manter fórum permanente de debate e garantir transparência nas decisões, inclusive das planilhas no transporte público, e a participação e controle social, que são medidas essenciais para que se possa ter transporte público mais eficiente, de mais qualidade e mais cidadão. 

Além da presidenta e do ministro das Cidades, também participaram da reunião o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho e, representando o MPL, Matheus Nordon, Marcelo Hotimsky, Mayara Vivian e Rafael Siqueira.

Avanço nas negociações

Aguinaldo Ribeiro disse que na reunião com os representantes do MPL foram colocadas as demandas do movimento, sobretudo com relação as tarifas e também o seu pleito pela tarifa zero. E admitiu que o debate sobre tarifa zero deve ocorrer a longo prazo: “A tarifa zero será discutida a um horizonte mais longo porque o transporte tem um custo e para a tarifa zero tem que se encontrar recursos”. 

O ministro destacou as medidas que já foram tomadas pelo governo federal, que espera contar com apoio dos governos estaduais e municipais para adoção de iguais providências, e anunciou a possibilidade de avanço na questão do pacto pelo transporte público de qualidade. 

“O governo federal está contribuindo para a redução da tarifa, mas o assunto passa pelo amplo debate com os municípios, que têm a titularidade dos serviços”, explicou o ministro, destacando a importância e necessidade do compromisso dos gestores estaduais e municipais no pacto pela melhoria do transporte público coletivo.

Ele avalia que a qualidade de serviço precisa melhorar e admite que os serviços são deficientes. E atribui o problema à falta de investimentos no setor durante 30 anos. “Inclusive perdemos órgãos federais do setor, que auxiliavam os governos estaduais e municipais”, destacou o ministro. 

Necessidade de investimentos

Além do hiato muito grande em investimentos, que represou a demanda, houve aumento do número de pessoas. Hoje 84% da população brasileira moram nas cidades, lembrou Aguinaldo Ribeiro.

Ele também falou sobre a necessidade de investimentos em estrutura para se ter transporte de qualidade. E disse que hoje o governo federal disponibiliza R$ 88,9 bilhões para mobilidade. Parte dos recursos é oriunda do Tesouro Nacional e parta tem origem em financiamento, que estão sendo aplicados em metrô e VLT (veículo leve sobre trilhos).

“Não adianta só reduzir tarifa e o usuário levar o mesmo tempo de viagem. Investir em infraestrutura é reforçar política de qualidade de serviço no transporte coletivo”, avalia o ministro ao afirmar que os investimentos estão sendo feitos em médias cidades, além dos investimentos do PAC que beneficiam 100 grandes cidades.

Da Redação em Brasília
Márcia Xavier

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