(por Sandro Ferreira)
As manobras feitas por PT e PMDB para a votação, em regime de urgência, do projeto que dificulta a criação de novos partidos foram derrotadas. Venceu a democracia. O governo e seus aliados tentaram votar na Câmara, na calada da noite, a proposta do deputado Edinho Araújo (PMDB-SP), que acaba com o fundo partidário e o tempo de TV para os novos partidos.
“Foi uma emboscada. Uma matéria que não tinha sido aprovada no colégio de líderes para estar em pauta, foi colocada em votação com a assinatura de parlamentares que não são mais líderes e outros que nem deputados são mais”, explica Alfredo Sirkis (PV-RJ). “Quando percebemos o que iria acontecer, começamos a fazer um encaminhamento contra e conseguimos evitar a votação.”
Além de Sirkis, alguns parlamentares do PPS, PSB, PSOL e PMDB também se posicionaram contra a manobra e estão unidos para tomar providências políticas e jurídicas para evitar a votação do projeto. “Estamos recorrendo à Comissão de Constituição e Justiça e ao Supremo, alegando inconstitucionalidade da matéria”, conta o deputado Walter Feldman (PSDB-SP).
Essa foi apenas uma etapa da batalha, o projeto ainda não foi derrotado. Tudo indica que deve voltar à pauta na próxima semana.
A Rede Sustentabilidade permanece firme na defesa da democracia. Por isso, acredita que o Congresso Nacional deve discutir uma Reforma Política de verdade, que enfrente os temas realmente importantes para o aprofundamento da democracia e da participação popular nas decisões políticas, que discipline o financiamento de campanhas eleitorais, que acabe com os privilégios de parlamentares e o monopólio dos partidos políticos sobre as candidaturas e tantas outras questões fundamentais para melhorar a qualidade da representação política da sociedade nos espaços institucionais.
fonte: www.brasilemrede.com.br
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