quinta-feira, 15 de novembro de 2012

A “República dos Gorilas”: ditadura ensinou indígenas a torturar

 

Neste 15 de novembro o Brasil lembra os 123 anos da Proclamação da República. O movimento, liderado pelo Marechal Deodoro, primeiro presidente do país, expulsou Dom Pedro II do Brasil e iniciou a “República da Espada”. Apenas 75 anos depois, um golpe depôs a democracia tão árduamente construída para impor a “República dos Gorilas”: a ditadura militar. Para se livrar de pressões externas e não ter seu planos de expansão alterados, a ditadura criou na década de 70 a Guarda Rural Indígena (Grin).

As imagens foram encontradas no Museu do Índio, no Rio de Janeiro, em um DVD com o título "Arara", fruto da digitalização de 20 rolos de filme 16 mm, sem áudio.






"A luta contra a demolição da Aldeia Maracanã se soma a outras reivindicações indígenas que ganharam adesão nas redes socias. Entre elas está a imediata revogação da portaria da Advocacia-Geral da União, que prevê a possibilidade de o setor público construir em áreas indígenas sem consultar seus habitantes (a ideia, pelo que eu entendi, é que as reservas não sejam reservadas!?), e a demarcação de terras para os povos Guarani e Kaiowá no Mato Grosso do Sul.


É, parece que as “aulas” de tortura para os indígenas evoluíram muito da ditadura militar para o século 21. Afinal, a prática é o melhor critério da verdade.

Por Carla Santos,
Da redação


O Museu do Índio, perto do Maracanã, será demolido. Vai virar uma área de mobilidade e de circulação de pessoas. É uma exigência da Fifa e do Comitê Organizador Local. Viva a democracia, mas o prédio não tem qualquer valor histórico, não é tombado por ninguém. Vamos derrubar", argumentou Sérgio Cabral em outubro.

Porém, a Fifa desmentiu as declarações de Cabral em um documento, enviado pela Fifa à Defensoria Pública da União (DPU) e assinado por Fulvio Danilas — diretor do Escritório da Fifa no Brasil — que afirma: “a Fifa nunca solicitou a demolição do antigo Museu do Índio ao governo do RJ ou a qualquer outra autoridade”.

Em, apoio à Aldeia Maracanã, a Justiça Federal fará uma perícia no prédio do antigo Museu do Índio. De acordo com o defensor público da União, Andre Ordacgy — que ingressou com duas liminares na Justiça em ações civis públicas para evitar a derrubada do prédio — a vistoria foi marcada para o próximo dia 21 pela juíza titular da 12ª Vara Federal Cível, Edna Carvalho Kleemann. A magistrada estará acompanhada de um perito judicial com o objetivo de determinar se o imóvel é recuperável e se sua permanência no local de fato atrapalharia a dispersão de público do estádio durante os jogos da Copa.



Saiba mais:
Dia Nacional de Apoio exige demarcar terras para Guarani e Kaiowá

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